Curiosamente vi primeiramente o texto dessa semana, e depois o da semana passada sobre o Niilismo e é interessante de como ambos se complementam entre si.
Hoje somos praticamente escravos de vontade própria. Castrados de senso de beleza, cultura, identidade e do que é bom. A modernidade com sua "bugmanização" e homogenização cansa, isso porque não oferece desafio real e nem mesmo sofrimento, algo que é tão evitado hoje em dia, sendo que na verdade é essencial. Desde as filosofias clássicas, até as sagrada escrituras, nos revelam que a natureza humana necessita de momentos de martírio e até mesmo o próprio Deus encarnado passou por isso, indicando que ninguém está isento dessa situação. Essa ânsia de evitar a dor, a qualquer custo gera necessariamente essa camada de pessoas, que de forma premeditada ou não, são interessantes para projetos perversos de poderes: fracos, alienados, infantilizados e cheios de vícios. Entender a situação e se esforçar para se livrar disso é o primeiro passo para nos livrarmos dessa situação.
Por isso digo que o Vitalismo não é só bem vindo, mas essencial para uma sociedade tão ausente de princípios como nosso. Ninguém, por mais alienado e bestializado que essa pessoa seja, aguenta viver somente de estímulos e prazeres, e uma hora a realidade bate na porta e demonstra que esse estilo de vida é completamente inviável. Eu honestamente prefiro isso do qualquer filosofia barata blackpill, que não constrói absolutamente nada.
Para finalizar, esse ano consumi muitos filósofos da Alt Right americana e vejo como cada vez mais conceitos nascidos dela, vem sendo aplicado de forma gradual na nossa sociedade, acredito que assim como outros termos que surgiram, é questão de tempo para esse do "bugman" também ser aplicado. Racionalizar esse conceito, é fundamental para matarmos aquilo que querem nos tornar, digo isso por experiência própria e provavelmente outros também já passaram por isso.
Obrigado! Esse é só o primeiro texto da minha série sobre vitalismo, recomendo ler os demais: O Niilismo, Vontade de Potência e Esteticismo: Arte, Corpo e Poder
Ótimo texto Pablo, você sempre escreve ótimos textos!
Uma coisa que me pega no movimento é que nenhum dos 4 que você citou aparentemente exala muita vitalidade kkkk é muito intelecto e discurso pra pouco físico.
O incentivo para que o púbico seja foda física e intelectualmente tá baixo ainda, os mlks tão crescendo com muita coragem nas palavras, mas será que é coragem de fato? Falta vivência. Quero tentar ajudar a bolha a evoluir fisicamente.
obrigado meu nobre. Sua ajuda será muito bem-vinda neste caso, precisamos transformar as palavras em ação, moldar o corpo e evoluir fisicamente é o primeiro passo!
"É preciso, entretanto, iniciar uma busca pelo corpo estrutural, belo e poderoso: um ideal onde a forma física é conquista, uma afirmação da vontade que rejeita a mediocridade." Uma análise necessária na era de pulsanimidade vazia que vivemos atualmente.
Eu não conhecia este termo 'bugman', mas acho que descreve muito bem estes sintomas do mundo contemporâneo mesmo.
Salvo engano, em um capítulo de 12 regras para vida, Peterson vai dizer algo do tipo "aguente o peso dos seus ombros" e acho que isso vai muito de encontro com a ideia de 'combater' os sintomas dos "Bugman's".
Ao longo do capítulo, ele elabora uma ideia de que a postura do corpo reflete o estado da mente da pessoa. Geralmente, alguém que leva a vida do jeito 'deixa a vida me levar'.
Mas o que mais me chama a atenção foi o 'vitalismo'.
Alguma busca pelas origens é necessária, haja vista que devemos saber de onde viemos, como chegamos até aqui e de quais causas nós somos resultantes. Senão, não saberemos nem mesmo quem somos e muito menos o que devemos fazer.
Contudo, não ficou claro pra mim até que ponto o vitalismo é bom. Qualquer extremismo se faz maléfico - como acredito ser evidente observando o mundo de hoje.
Além disso, quando diz que "Essa nova direita vê no vitalismo uma ferramenta para combater o niilismo e se destacar dos conservadores clássicos que falham em inspirar ações restauradoras no país" aparenta ser uma visão mais revolucionária do que os próprios comunistas e socialistas. Isso não é direita - muito menos conservadorismo.
Haja vista que, além de se contrapor aos conservadores históricos, feito este claramente revolucionário, também apela ao vitalismo como uma utopia de um futuro melhor, tais quais as ditaduras do século passado fizeram com seus ideais almejados.
E indo pra literatura, é o mesmo tipo de grande ideal que George Orwell e Aldous Huxley irão retratar e denunciar em suas obras (1984 (https://amzn.to/47F3aRM) e Admirável mundo novo (https://amzn.to/47NPfsK) , respectivamente).
Dito tudo isso, a minha pergunta é: até que ponto o vitalismo se faz uma reforma/restauração necessária para o conservadorismo atual e não uma nova vertente revolucionária?
Bem, esse texto é só uma introdução ao tema, pretendo explorar mais autores e aprofundar melhor nas ideias e em certos conceitos em textos futuros, falarei de Nietzsche, Spengler, Mishima, Evola etc...
Sobre conservadorismo, o dito vitalismo não é sobre conservar nada, este está muito mais próximo de um movimento reacionário. Parto do pressuposto que o conservador tende a se prender em status quo, conservar instituições e permite mudanças graduais, um movimento reativo e fraco demais perante o rápido progresso moderno. Já agora, particularmente vejo uma diferença fundamental entre um conservador e um tradicionalista, e este último também desacorda do vitalismo em muitos sentidos. A proposta vitalista é de fato mais próxima do pensamento revolucionário - mudanças radicais e rápidas, um retorno (ou resgate) de um espírito masculino que almeja conquista e que exija ação efetiva e que atropele ritos burocráticos e fraquezas físicas e mentais (como niilismo, ceticismo, igualitarismo, etc).
Também acredito que vale apontar que o "revolucionário" não está necessariamente ligado à movimentos como socialismo/comunismo, como os que você citou. Gosto de dar o exemplo do "liberal americano" de 2010 que manteve as mesmas crenças até hoje (o próprio Peterson que você citou), hoje é considerado um conservador. Isso acontece porque está na natureza do conservadorismo aceitar um "progresso" gradativo, dessa forma, o conservadorismo falhou em barrar o progressismo identitário moderno, assim como falhou em barrar o progressismo nacionalista do século passado, e também falhou em barrar o progressismo iluminista que precedeu antes disso. Dito isso, o vitalismo não se alinha com conservadorismo.
Outra questão, quando digo que vitalismo é um movimento mais relacionado ao reacionário, estou me referindo ao sentido spengleriano/evoliano (que introduzirei no meu próximo texto) - o de reação criadora, um retorno ativo a um princípio vital perdido.
Para sintetizar: eu colocaria o vitalismo como revolucionário na forma, mas reacionário na direção, isso é, ele quer mudar tudo, mas para retornar a um estado anterior de potência. Podemos colcoar movimentos revolucionários de esquerda como teleológicos, já o vitalismo é genealógico e quase mítico - encontra seu telos em heróis antigos.
Excelente texto! O problema é que o Renato Impera é um normie larpando de jorge de quarto; não inspira vitalismo algum ahahahaha. Brincadeiras à parte, Com relação ao último parágrafo, hoje mesmo fiz um comentário no substack com o fato da genZ ser a geração mais frustrada da história. Por mais triste que pareça, isso é um fato irremediável. No entanto, isso não inválida sua mensagem. A única ressalva que faço é que ela não deve ser direcionada a essa geração. Os zoomers não são especiais, nós que devemos ser especiais entre os zoomers.
Cara, eu concordo em número, gênero e grau, isso é algo que o Orlando fala muito, e não está errado. Portanto minha ideia é justamente incentivar que haja ação para além de apenas ficar reclamando das coisas. Fica mais evidente no meu texto sobre boomers, recomendo que leia. Minha ideia é que nós possamos consolidar uma base ideológica e acadêmica que sirva como um norte para as gerações futuras, mesmo que não consigamos resolver os problemas de nosso tempo.
Obrigado meu nobre. Esse texto é apenas uma introdução ao vitalismo, vou aprofundar mais em próximos textos (tambem outros pensadores que orbitam esse tema)
Curiosamente vi primeiramente o texto dessa semana, e depois o da semana passada sobre o Niilismo e é interessante de como ambos se complementam entre si.
Hoje somos praticamente escravos de vontade própria. Castrados de senso de beleza, cultura, identidade e do que é bom. A modernidade com sua "bugmanização" e homogenização cansa, isso porque não oferece desafio real e nem mesmo sofrimento, algo que é tão evitado hoje em dia, sendo que na verdade é essencial. Desde as filosofias clássicas, até as sagrada escrituras, nos revelam que a natureza humana necessita de momentos de martírio e até mesmo o próprio Deus encarnado passou por isso, indicando que ninguém está isento dessa situação. Essa ânsia de evitar a dor, a qualquer custo gera necessariamente essa camada de pessoas, que de forma premeditada ou não, são interessantes para projetos perversos de poderes: fracos, alienados, infantilizados e cheios de vícios. Entender a situação e se esforçar para se livrar disso é o primeiro passo para nos livrarmos dessa situação.
Por isso digo que o Vitalismo não é só bem vindo, mas essencial para uma sociedade tão ausente de princípios como nosso. Ninguém, por mais alienado e bestializado que essa pessoa seja, aguenta viver somente de estímulos e prazeres, e uma hora a realidade bate na porta e demonstra que esse estilo de vida é completamente inviável. Eu honestamente prefiro isso do qualquer filosofia barata blackpill, que não constrói absolutamente nada.
Para finalizar, esse ano consumi muitos filósofos da Alt Right americana e vejo como cada vez mais conceitos nascidos dela, vem sendo aplicado de forma gradual na nossa sociedade, acredito que assim como outros termos que surgiram, é questão de tempo para esse do "bugman" também ser aplicado. Racionalizar esse conceito, é fundamental para matarmos aquilo que querem nos tornar, digo isso por experiência própria e provavelmente outros também já passaram por isso.
Grande texto! A inquietude é a essência da juventude, perder isso pelo niilismo da modernidade, além de triste, é antinatural
Esse presidente do flamengo sebe muito
Quando eu vi só a cabecinha da foto do congresso eu disse "tinha que ser um texto de um mbl mesmo" kkk.
Que construiremos uma vanguarda vitalista missionária.
Kkkkkkkkkkkkkkkkl
O futuro é glorioso irmao
Que belíssimo texto! Essa conexão com nossos ancestrais é extremamente necessária de fato!
Obrigado! Esse é só o primeiro texto da minha série sobre vitalismo, recomendo ler os demais: O Niilismo, Vontade de Potência e Esteticismo: Arte, Corpo e Poder
Com toda certeza lerei! Eu que agradeço pelo belo material publicado!
Ótimo texto Pablo, você sempre escreve ótimos textos!
Uma coisa que me pega no movimento é que nenhum dos 4 que você citou aparentemente exala muita vitalidade kkkk é muito intelecto e discurso pra pouco físico.
O incentivo para que o púbico seja foda física e intelectualmente tá baixo ainda, os mlks tão crescendo com muita coragem nas palavras, mas será que é coragem de fato? Falta vivência. Quero tentar ajudar a bolha a evoluir fisicamente.
klkkkkkkkkk
obrigado meu nobre. Sua ajuda será muito bem-vinda neste caso, precisamos transformar as palavras em ação, moldar o corpo e evoluir fisicamente é o primeiro passo!
A velha luta entre nomos e physis.
Ali na foto é o The Smiths de Curitiba?
Essa foto é literalmente a capa do álbum do Weezer xD
"É preciso, entretanto, iniciar uma busca pelo corpo estrutural, belo e poderoso: um ideal onde a forma física é conquista, uma afirmação da vontade que rejeita a mediocridade." Uma análise necessária na era de pulsanimidade vazia que vivemos atualmente.
Another Pablo Gribin classic.
hehe obrigado ;)
Que análise interessante.
Eu não conhecia este termo 'bugman', mas acho que descreve muito bem estes sintomas do mundo contemporâneo mesmo.
Salvo engano, em um capítulo de 12 regras para vida, Peterson vai dizer algo do tipo "aguente o peso dos seus ombros" e acho que isso vai muito de encontro com a ideia de 'combater' os sintomas dos "Bugman's".
Ao longo do capítulo, ele elabora uma ideia de que a postura do corpo reflete o estado da mente da pessoa. Geralmente, alguém que leva a vida do jeito 'deixa a vida me levar'.
Mas o que mais me chama a atenção foi o 'vitalismo'.
Alguma busca pelas origens é necessária, haja vista que devemos saber de onde viemos, como chegamos até aqui e de quais causas nós somos resultantes. Senão, não saberemos nem mesmo quem somos e muito menos o que devemos fazer.
Contudo, não ficou claro pra mim até que ponto o vitalismo é bom. Qualquer extremismo se faz maléfico - como acredito ser evidente observando o mundo de hoje.
Além disso, quando diz que "Essa nova direita vê no vitalismo uma ferramenta para combater o niilismo e se destacar dos conservadores clássicos que falham em inspirar ações restauradoras no país" aparenta ser uma visão mais revolucionária do que os próprios comunistas e socialistas. Isso não é direita - muito menos conservadorismo.
Haja vista que, além de se contrapor aos conservadores históricos, feito este claramente revolucionário, também apela ao vitalismo como uma utopia de um futuro melhor, tais quais as ditaduras do século passado fizeram com seus ideais almejados.
E indo pra literatura, é o mesmo tipo de grande ideal que George Orwell e Aldous Huxley irão retratar e denunciar em suas obras (1984 (https://amzn.to/47F3aRM) e Admirável mundo novo (https://amzn.to/47NPfsK) , respectivamente).
Dito tudo isso, a minha pergunta é: até que ponto o vitalismo se faz uma reforma/restauração necessária para o conservadorismo atual e não uma nova vertente revolucionária?
Obrigado por comentar.
Bem, esse texto é só uma introdução ao tema, pretendo explorar mais autores e aprofundar melhor nas ideias e em certos conceitos em textos futuros, falarei de Nietzsche, Spengler, Mishima, Evola etc...
Sobre conservadorismo, o dito vitalismo não é sobre conservar nada, este está muito mais próximo de um movimento reacionário. Parto do pressuposto que o conservador tende a se prender em status quo, conservar instituições e permite mudanças graduais, um movimento reativo e fraco demais perante o rápido progresso moderno. Já agora, particularmente vejo uma diferença fundamental entre um conservador e um tradicionalista, e este último também desacorda do vitalismo em muitos sentidos. A proposta vitalista é de fato mais próxima do pensamento revolucionário - mudanças radicais e rápidas, um retorno (ou resgate) de um espírito masculino que almeja conquista e que exija ação efetiva e que atropele ritos burocráticos e fraquezas físicas e mentais (como niilismo, ceticismo, igualitarismo, etc).
Também acredito que vale apontar que o "revolucionário" não está necessariamente ligado à movimentos como socialismo/comunismo, como os que você citou. Gosto de dar o exemplo do "liberal americano" de 2010 que manteve as mesmas crenças até hoje (o próprio Peterson que você citou), hoje é considerado um conservador. Isso acontece porque está na natureza do conservadorismo aceitar um "progresso" gradativo, dessa forma, o conservadorismo falhou em barrar o progressismo identitário moderno, assim como falhou em barrar o progressismo nacionalista do século passado, e também falhou em barrar o progressismo iluminista que precedeu antes disso. Dito isso, o vitalismo não se alinha com conservadorismo.
Outra questão, quando digo que vitalismo é um movimento mais relacionado ao reacionário, estou me referindo ao sentido spengleriano/evoliano (que introduzirei no meu próximo texto) - o de reação criadora, um retorno ativo a um princípio vital perdido.
Para sintetizar: eu colocaria o vitalismo como revolucionário na forma, mas reacionário na direção, isso é, ele quer mudar tudo, mas para retornar a um estado anterior de potência. Podemos colcoar movimentos revolucionários de esquerda como teleológicos, já o vitalismo é genealógico e quase mítico - encontra seu telos em heróis antigos.
Excelente texto! O problema é que o Renato Impera é um normie larpando de jorge de quarto; não inspira vitalismo algum ahahahaha. Brincadeiras à parte, Com relação ao último parágrafo, hoje mesmo fiz um comentário no substack com o fato da genZ ser a geração mais frustrada da história. Por mais triste que pareça, isso é um fato irremediável. No entanto, isso não inválida sua mensagem. A única ressalva que faço é que ela não deve ser direcionada a essa geração. Os zoomers não são especiais, nós que devemos ser especiais entre os zoomers.
Jkkkkkkkkkkkk
Cara, eu concordo em número, gênero e grau, isso é algo que o Orlando fala muito, e não está errado. Portanto minha ideia é justamente incentivar que haja ação para além de apenas ficar reclamando das coisas. Fica mais evidente no meu texto sobre boomers, recomendo que leia. Minha ideia é que nós possamos consolidar uma base ideológica e acadêmica que sirva como um norte para as gerações futuras, mesmo que não consigamos resolver os problemas de nosso tempo.
Bom texto
Obrigado meu nobre.
Muito bom o vosso texto meu nobre, excelente demais
Obrigado, meu caro! Este é uma introdução, pelas próximas semanas entrarei em mais autores e temas que se comunicam com o vitalismo
Obrigado meu nobre. Esse texto é apenas uma introdução ao vitalismo, vou aprofundar mais em próximos textos (tambem outros pensadores que orbitam esse tema)